01 Oct
Negócios

Startups têm potencial muito grande para o mercado de licitações no Brasil, garante especialista do setor.

por Redação

São Paulo, 12 de setembro de 2018 – As inovações e soluções tecnológicas que as startups no Brasil têm produzido possuem grande potencial para o mercado nacional de licitações. É o que defende o executivo Thiago Rocha, diretor da LicitaBR, consultoria que há quatro anos atua no mercado de ofertas públicas auxiliando empreendedores a vender produtos e serviços às variadas esferas governamentais e da administração pública.

 

De acordo com executivo, até o mês de julho deste ano, somente o governo federal gastou mais de R$ 17 bilhões em contratos de licitação. Para o diretor da LicitaBR, este dado dá a dimensão do mercado e da importância que os empresários de startups devem dar às licitações. Infelizmente, dentro do atual cenário das ofertas públicas, ainda são poucos os empreendedores que voltam as suas atenções à participação nos pregões.

 

Rocha defende também que em pouco tempo o ente governamental deverá direcionar os editais para o mercado de startups e os aplicativos que desenvolvem ou podem desenvolver. “O conceito de startup é encontrar a solução para um problema e a administração pública no Brasil, como se sabe, tem um vasto campo de possibilidades onde estas empresas poderão atuar criando, por exemplo, soluções personalizadas que garantam a eficiência no serviço público, melhorando assim a relação com a sociedade”, explica.

 

Neste ano, segundo Thiago Rocha, a LicitaBR trabalhou junto a duas startups que venceram processos de licitação. Ainda é incipiente a participação, porém o valor dos contratos assinados mostra como pode ser atrativo este ramo do mercado brasileiro de compra e venda. “Mesmo com apenas duas startups, fechamos contratos que, somados, chegaram a R$ 2 milhões”, revela. “Estas startups venderam serviços de aplicativo para gerenciamento e chamada de carros executivos, tipo Uber”, explica.

 

Sobre as vantagens das licitações, o executivo reforça a tese de que os governos brasileiros são os maiores compradores do País e que ao participar de um edital o empresário saberá exatamente o que o comprador precisa em todas as especificações. “Como as startups podem trabalhar com soluções personalizadas, saber antes exatamente o que o seu cliente quer, neste caso o ente público, traz um ganho na hora de competir em preço e tecnologia com as empresas tradicionais ou mesmo com outras startups”, ressalta.

 

Por fim, Thiago Rocha acredita que diante de um cenário de incertezas econômicas o empreendedor pode ter nas licitações um caminho para superar a crise e aumentar o faturamento. “Em sua maioria, os empresários acham que a licitação é uma coisa muito distante da realidade, quando na verdade não é. É um nicho importante a ser explorado”, diz. “O potencial é grande, ainda mais no contexto atual do Brasil, onde, mesmo com a crise, os governos não pararam de comprar produtos ou serviços para manter a máquina pública funcionando”, finaliza.


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